
Dois imóveis são desapropriados para criação de depósitos para os camelôs cadastrados
Camelôs irregulares ocupam calçadão tombado da Praia de Ipanema, próximo ao Arpoador: quiosque está cercado por ambulantes — Foto: Guito Moreto O prefeito Eduardo Cavaliere anunciou, nesta terça-feira, uma nova estratégia de ordenamento das atividades de comércio ambulante na orla do Rio. Ela destacou que não se trata se uma operação, mas de uma política continuada de Tolerância Zero. A fiscalização permanente deve começar no dia 16, na semana que vem, cobrindo um trecho que vai de Leme ao Leblon, incluindo Copacabana, Ipanema e Arpoador. Haverá fiscalização diária, 24 horas por dia, com patrulhamento ostensivo; pontos com controle de acesso e atuação preventiva; apreensão de mercadorias irregulares; e combate aos depósitos clandestinos. A medida é adotada em meio a queixas de desordem, inclusive com caixas de som durante a noite, como mostraram reportagens do EXTRA.
— Será um programa de política continuada de tolerância zero. Não será uma operação.
A prefeitura apontou uma “estrutura do crime” na orla, que reúne 22 depósitos irregulares, o lucro de cerca de R$ 100 milhões de faturamento anual com locação de pontos, depósitos e equipamentos; mil pontos de vendas ilegais estimados; e cerca de 20% de ambulantes ilegais estrangeiros.
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Imóveis vazios vão virar depósitos
Em decreto publicado nesta quinta, dois imóveis foram desapropriados pela prefeitura para a criação de depósitos para ambulantes regulares. Eles ficam na Rua Teixeira de Melo 95, Ipanema; e na Rua Miguel Lemos 76, Copacabana. Segundo o prefeito, os dois imóveis estão vazios.
O programa estabelece diretrizes para o trabalho integrado dos órgãos municipais responsáveis pela fiscalização e reúne ações permanentes para coibir ocupações irregulares e garantir o cumprimento das regras de uso do espaço público.
A operação prevê o uso de 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que vão atuar 24 horas por dia, em duplas e em turnos de 12 horas. A ideia é impedir a instalação de carrinhos e o fornecimento de mercadorias a ambulantes clandestinos.
Para execução do plano, a prefeitura mapeou 69 pontos de acesso à orla. Cada dupla de fiscais ficará responsável pelo monitoramento do entorno. Só no Leme e em Copacabana, serão 30 pontos de controle, que se estendem, por exemplo, pela Avenida Princesa Isabel, Rua Miguel Lemos e Praça do Lido. Ipanema terá 21 equipes e o Leblon, outras 15; enquanto o Arpoador terá mais três.
O modelo toma como base a premissa de que uma ocupação mais efetiva desestimula o comércio irregular. Ainda assim, cada região segue uma estratégia conforme a realidade local.
No início do ano, quando o forte calor do verão atraiu multidões para o Arpoador, inclusive de madrugada, a decisão tomada foi fechar a Pedra do Arpoador ao público entre 21h e 4h. Entre 21h e 23h, os agentes atuam para a retirada de banhistas que permanecerem no local.
Em maio, o município também passou a usar drones para monitorar o entorno do Saara e da Rua Uruguaiana. E, na semana passada, anunciou ações para ordenar o entorno da Escadaria Selarón, na Lapa.
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