
BRUNO LIMA(UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Cuca tem mais um problema para administrar no conturbado ambiente do Santos. Após a polêmica envolvendo Neymar e Robinho Júnior, Gabigol gerou irritação ao não permanecer no banco de reservas após ser substituído durante o empate por 1 a 1 com o Recoleta, nesta terça-feira (5). O centroavante deixou o gramado aos 28 minutos do segundo tempo para a entrada de Thaciano. Ao invés de acompanhar o desfecho da partida com o elenco, o camisa 9 dirigiu-se diretamente para o vestiário do Estádio Monumental Río Parapití. A atitude desagradou profundamente ao treinador, que prometeu cobranças.Vou perguntar por que não ficou com os companheiros. Ele deve ter um motivo, mas, na minha opinião, a substituição foi necessária. Ele deveria ter ficado e será cobrado por isso,Cuca em entrevista coletiva PROBLEMAS EM SÉRIE E JEJUM DE VITÓRIAS Desde que foi contratado pelo Santos, Cuca convive com turbulências internas e a escassez de resultados. Recentemente, o técnico precisou lidar com a confusão entre Robinho Júnior e Neymar. Por meio de uma notificação, o estafe do jovem atacante acusou o capitão do time de “grave agressão física” e pediu providências urgentes da diretoria. A situação, no entanto, foi resolvida, na noite desta terça-feira, com um pedido público de desculpas do craque. Dentro de campo, o cenário é preocupante. O empate no Paraguai marcou a sétima partida consecutiva do Santos sem vitória – a segunda vez que o time atinge essa marca negativa na temporada. Em 12 jogos sob o comando de Cuca, o Peixe soma apenas duas vitórias, três derrotas e sete empates, o que representa um aproveitamento de 36%. DUELO COM BRAGANTINO PARA ACALMAR O AMBIENTE O treinador agora corre contra o tempo para pacificar o grupo antes do próximo domingo (10). O Santos recebe o Red Bull Bragantino, às 18h30, na Vila Belmiro, com a obrigação de vencer para evitar a entrada na zona de rebaixamento do Brasileirão. Caso o jejum persista, a tendência é de aumentar a pressão sobre o trabalho da comissão técnica e, principalmente, da diretoria, alvo constante de protestos da torcida nesta temporada.





