
Despacho do STF determina redistribuição do habeas corpus que garantiu o retorno de Wanderlei Barbosa ao cargo; mérito ainda será analisado pela Segunda Turma A situação jurídica do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, voltou a chamar atenção após o STF determinar, em despacho de 20 de agosto de 2026, a redistribuição do habeas corpus que garantiu seu retorno ao cargo. A medida não significa que Wanderlei será afastado imediatamente, mas mantém aberta a discussão sobre o futuro da decisão que suspendeu o afastamento determinado pelo STJ. O habeas corpus foi relatado pelo ministro Nunes Marques, responsável pela decisão liminar que permitiu o retorno do governador. Agora, com a redistribuição, outro integrante da Segunda Turma poderá assumir a relatoria. Wanderlei pode ser afastado novamente? Sim, existe essa possibilidade jurídica. Isso porque o mérito definitivo do habeas corpus ainda precisa ser analisado. Em uma eventual decisão desfavorável, o STF poderá restabelecer as medidas cautelares anteriormente impostas pelo STJ, entre elas o afastamento do governador. Por outro lado, o despacho de 20 de agosto não determina nenhum novo afastamento. Wanderlei continua no cargo enquanto não houver uma decisão judicial em sentido contrário. O próximo passo será justamente identificar qual ministro ficará com a relatoria e qual será a condução dada ao processo. A redistribuição, portanto, não representa uma derrota para Wanderlei, mas reabre uma frente jurídica que pode voltar a colocar o mandato do governador no centro das atenções do STF.



