
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira (5) uma liminar que revoga o afastamento do governador Wanderlei Barbosa e determina seu retorno imediato ao comando do Executivo estadual. A decisão restabelece a normalidade institucional no Tocantins após três meses de interinidade.

Wanderlei estava afastado desde 3 de setembro, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito da Operação Fames-19, que investiga suposto desvio de recursos destinados à aquisição de cestas básicas durante a pandemia. A defesa ingressou com recursos no STF, argumentando ausência de elementos que justificassem a medida extrema.
Decisão destaca falta de contemporaneidade dos fatos
Ao analisar o caso, Nunes Marques afirmou que não se formou “quadro probatório com consistência suficiente” para a manutenção do afastamento. Segundo o ministro, os indícios apresentados não demonstram risco atual à ordem pública ou às investigações, o que inviabilizaria a permanência da medida cautelar.
Ele também reforçou que o afastamento prolongado de um governador eleito representa uma intervenção severa na vontade popular, devendo ser aplicado somente em situações absolutamente justificadas — o que, segundo ele, não estaria configurado.
Retorno imediato ao cargo
Com a liminar, Wanderlei Barbosa reassume imediatamente suas funções como governador do Tocantins. O período de comando interino exercido pelo vice-governador é encerrado, e o governo volta à sua estrutura administrativa habitual.
Processo segue em andamento
A decisão do STF não encerra as investigações da Operação Fames-19, que continuam em curso. O retorno ao cargo não impede novas análises ou eventuais desdobramentos judiciais, caso surjam novos elementos.
Cenário político é reorganizado
A volta de Wanderlei ao governo tende a reconfigurar o ambiente político do Tocantins. O período de afastamento movimentou aliados e opositores, e a retomada do mandato ocorre em um momento estratégico, a menos de um ano das eleições de 2026.
A expectativa agora é sobre como o governador reorganizará sua agenda administrativa e política após a decisão favorável no STF.




